As divisões menores do campeonato brasileiro tiveram um fim de semana para ser esquecido. Teve de tudo, exclusão, perda de pontos, W.O. proposital, partida sobre suspeita...
Iremos por partes:
Na série D, uma atitude deplorável do Tocantinópolis, já eliminado, o time do Tocantins, fez o popular cai-cai, justamente quando o time de Anápolis precisava de só mais um gol para classificar-se e tirar o Itumbiara. Com os cai-cais, o Tocantinópolis forçou um W.O. e classificou o Itumbiara.
Na série C, o Brasil de Pelotas perdeu seis pontos por escalação irregular, e convenhamos que em um campeonato curto, essa perda de pontos sela um rebaixamento. O caso do Rio Branco-AC foi bem pior, o Estrelão, dono da segunda melhor campanha da primeira fase, acionou a justiça comum para jogar na Arena da Floresta, seu estádio, isso causou sua eliminação da série C, o STJD afirmou que ainda restavam recursos na Justiça Desportiva, e numa decisão inédita, desclassificou e rebaixou o Rio Branco, livrando do rebaixamento o fraquíssimo Araguaína, que fez 1 ponto em 8 jogos. Por fim, o escândalo que envolveu a manutenção do Fortaleza na série C. Com a vitória do Campinense, o tricolor precisaria vencer o CRB por 4 gols,e conseguiu, com a expulsão de Cristiano goleiro do CRB, quando o alvi-rubro já havia feito as três substituições. Além disso, há relatos de conversas de jogadores do Fortaleza pedindo para os adversários amolecerem. Com isso, Anapolina, Rio Branco, Campinense e Guarani de Sobral, que se classificaria em caso de punição ao CRB por supostamente entregar o jogo, foram ao STJD. Além disso, o CRB também foi ao Tribunal atrás de punição ao árbitro Gutemberg de Paula Fonseca, seus auxiliares e ao time do Fortaleza. Fato é que times de maior expressão são e pelo jeito continuarão sendo beneficiados pela "máfia" da CBF.
Desespero de Dio, meia do Anapolina, ao lamentável cai-cai dos jogadores do Tocantinópolis.
foto: globo.com
Texto de: Gabriel Curty
